domingo, 17 de abril de 2011

Sabedoria de avó...

Continuando com a ideia de postar textos que não são meus mas que compartilho a mensagem de alguma forma, hoje divido com vocês a "Sabedoria de avó...".
Eu cheguei a envia-lo por email para alguns contatos e uma amiga muito querida me respondeu dizendo que achava que eu seria uma avó assim! Será??? Tomara!!!! rs...
Espero que gostem!!!

Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de vinho do Porto, dizer a minha neta:
- Querida, venha cá. 

Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. 
Tenho umas coisas pra te contar.
E assim, dizer apontando o indicador para o alto: - O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. 

E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. 
Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
Siga sempre seu coração. 

Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
Satisfaça seus desejos. 

Esse é seu direito e obrigação.
Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim.
Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.
Cuide bem dos seus dentes.
Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro. 

Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito... " Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.
Tenha uma vida rica de vida! Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. 

Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor. 

Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode 

ser um saco!
Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você.
 Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. 
É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação.
Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.
Compreenda seus pais. 

Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida. 

Agora é a sua vez. 
Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pras mulheres...

Mais um texto recebido por email que divido aqui com vocês!


Vocabulário feminino
Leila Ferreira
Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar. Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Retomando...

Fiquei tanto tempo sem escrever aqui que até preciso desejar feliz 2011 pois é minha primeira postagem do ano!!!
Vou começar com palavras alheias. Um email que recebi e achei muito bonito então resolvi dividir aqui com vocês!!


ORAÇÃO DA PRESENÇA 

Que você sempre tenha a mente aberta, para jamais estratificar os seus pensamentos em pontos de vista cristalizados no radicalismo.
Que você seja capaz de escutar o que o seu coração quer dizer.
Que você não pise em ninguém e, pelo contrário, estenda a mão para ajudar os seus irmãos em prova.
Que você jamais acalente a mágoa e o ódio, mesmo diante do aguilhão da ingratidão dos homens, porque isso escureceria o seu coração.
Que você não perca a sua inocência primordial, que nada tem a ver com a idade do seu corpo, mas com a sua própria essência espiritual.
Que um Grande Amor habite em seu coração, como um presente do Céu.
Que, mesmo que os dias anteriores tenham sido difíceis, você ainda se levante e venere a luz do novo dia como uma dádiva.
Que você saiba amar, sem se anular e sem se perder e também sem medo de compartilhar o seu coração com o Ser amado.
Que você não dependa de alguém para ser feliz; porém que você saiba que sua viagem pela vida pode ser linda com alguém ao seu lado.
Que, ao envelhecer fisicamente, você tenha a sabedoria de fazer a colheita de tudo de bom que plantou, sem se lamentar...
Que você jamais deixe de sonhar, mas que tenha o discernimento para estar com os pés no chão, sem perder a realidade de vista.
Que você não deixe a arrogância seqüestrar a sua simplicidade, e nem que o mal conquiste o seu Ser.
Que você ore com alegria e gratidão, sabendo que a presença  escuta o seu coração.
Que você tenha a coragem de viver um Grande Amor, sem as barreiras do seu ego, e sinta-se honrado (a), por amar e ser amado.
Que você não permita que poder algum do universo, humano ou espiritual, possa roubar sua luz e tirar sua alegria.
Que você, mesmo com o materialismo do mundo tentando asfixiar os seus valores espirituais, jamais traia o seu coração, porque isso seria a maior das perdas.
Que, diante da dor de uma perda, você saia vencedor de si mesmo e continue vivendo com garra e alegria, na força do seu próprio espírito imortal.
Que você ame aos seus filhos, incondicionalmente, assim como a presença o ama.
Que você beije com gosto, não com carência ou medo, e saiba que toda relação inclui uma fusão de energias entre os parceiros (e que você tenha a sabedoria de se envolver com alguém na luz).
Que, de vez em quando, você se pergunte o que seria de sua vida, se não houvesse boa música no mundo?...
Que você saiba que os seus animais de estimação são seus parceiros de viagem (mesmo quando estão velhinhos e adoentados); são presentes da Presença, para alegrar sua vida.
Que você honre aos seus pais e avós e jamais os desampare na velhice.
Que a Luz do Eterno se revele em seu coração e lhe dê a certeza da imortalidade da consciência.
Que, mesmo sem ser poeta, você seja capaz de ver a poesia nas coisas da vida: na alegria das crianças; num lindo pôr de sol; no desabrochar das flores; e no olhar de quem você ama...
Que você olhe para as estrelas, e ainda se emocione com a beleza do zimbório celeste (que repousa nas mãos do Ancião dos Dias).
Que você aprecie um dia ensolarado e agradeça a festa da luz na atmosfera, e saia cantando a vida...
Que você aprecie uma noite enluarada e deixe sua consciência viajar por aí...
Que você voe, em espírito, e comungue com as estrelas, mas, sem deixar de escutar o som dos passos da formiga.
Que você agradeça a DEUS, pelos grandes amigos que ela colocou na senda de sua vida...
(Wagner Borges)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Um ano sem alunos...

Hoje faz um ano que dei minhas últimas aulas e isso me fez pensar no quanto gosto de ser professora!!
Uma vez um aluno me perguntou quando que eu tinha decidido ser professora e eu não soube responder. Não me lembro mesmo de ter "decidido" isso algum dia. A impressão que eu tenho é que sempre fui professora!!!
Quando criança eu dava aula pras minhas bonecas, ajudei a alfabetizar minha irmã, dava aula de ballet pra ela e pra minha prima, dava aula até pra alunos imaginários!
Sempre senti prazer em ensinar alguma coisa pra alguém. É tão recompensador! A pessoa não sabe "aquilo", você vai ajuda ela a aprender/entender e agora ela sabe!! E esse saber ela leva com ela para o resto da vida... (se é que ela aprendeu mesmo, né?! De verdade!).
E lembrando do dia 11 de dezembro do ano passado o que mais me toca é o carinho que recebi de todas as turmas. Os alunos sabiam que minha saída era "forçada" e tentaram minimizar minha tristeza através de presentinhos, flores, bilhetinhos e muitos, muitos abraços!!!! Obrigada meninos/as!!!!


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Amor de tia-madrinha...


Hoje meu post é em homenagem ao pequeno Andrey... meu sobrinho-afilhado que está completando 2 meses de vida!!! Um bebê muito fofo e risonho que me faz pensar em quanto o verdadeiro amor é puro e desinteressado! A única coisa que ele pode me oferecer é um sorriso e pra mim, isso basta!!! :-)

Parabéns, meu pequeno!! Que você continue crescendo feliz e saudável e que seja sempre motivo de muita alegria para todos nós!!! Muitos apertinhos cheios de saudades!!!!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Eu nunca vou saber....

Tenho tido bastante dificuldade para pegar no sono o que me rende algumas horinhas pra pensar em muita coisa!! Coisas úteis, inúteis, engraçadas, bobas..... Uma noite dessas (não sei porquê) comecei a pensar em coisas que eu NUNCA vou saber como são. Achei a brincadeira interessante (meio boba tb!! :) então resolvi dividir aqui com "vocês"!
Eu nunca vou saber como é ser filha única;
Eu nunca vou saber como é ser a irmã mais velha ou a irmã mais nova (sou a filha do meio);
Eu nunca vou saber como é nascer, crescer e viver sempre na mesma cidade (até hoje morei em 4);
Eu nunca vou saber como é ser adulta e solteira (estou "casada" desde os 18 anos portanto passei minha vida toda de adulta casada! SE um dia eu me separar (TOMARA QUE NÃO!!!), vou saber como é a vida de "separada" mas de solteira não tem mais jeito!);
Eu nunca vou saber como é ser adulta sem filhos (tive a Tatá com quase 19 anos.... e está aí uma coisa que você nunca deixa de ser: mãe!);
Eu nunca vou saber como é ver o mundo na perspectiva dos homens (sexo masculino mesmo);
Eu nunca vou saber como é ficar bêbada (nunca bebi e tenho intolerância ao álcool o que dificulta qualquer porre que eu venha querer tomar....);
Eu nunca vou saber como é passar a vida inteira sem dançar (eu danço desde que me entendo por gente e sinceramente acho muito estranho como algumas pessoas conseguem passar a vida inteirinha sem dançar ao menos um pouquinho!!);
Eu nunca vou saber como seria não ter pensado nisso!!! :-)
Gostou? Pode colaborar com outros "Eu nunca vou saber"....

terça-feira, 6 de julho de 2010

Há 17 anos atrás....

estava eu no CAISM - UNICAMP em trabalho de parto!!! Foram mais de 12 horas até a pequena Talita resolver dar as caras aqui fora!!! Às 6h38 da manhã, aparecia a menina comprida que até então eu pensava ser menino!!
Se posso escolher um dia que tenha mudado a minha vida, é esse!! A partir daquele momento, com meus quase 19 anos de idade, descobri que nunca mais seria só eu.... desde então, e pra sempre, eu seria a mãe da Talita!!
E é o que tenho sido.... foram muitas alegrias, descobertas, preocupações, muito trabalho mas, principalmente, muito prazer e muito amor!!! Um amor incondicional quase impossível de descrever mas que toda mãe sabe como é...
Parabéns, Tatá!!! Tenho muito orgulho de ser sua mãe!!!!