quarta-feira, 14 de março de 2012

20 anos depois

Novamente fiquei um bom tempo sem aparecer por aqui! Correrias de fim de ano, férias, correria de início de ano… um pouco de tudo!
Eu teria vários assuntos sobre os quais falar mas quero falar especialmente dos ciclos da vida que me trazem de volta à Campinas vinte anos depois da minha chegada aqui! Há 20 anos atrás eu saía de casa rumo à uma cidade estranha, sem conhecer ninguém, com 17 anos e, principalmente, com muita vontade de aprender, de conhecer, de descobrir, de experimentar, de dançar… Eu deixava para trás a segurança da casa dos pais e partia em busca da minha independência! Lembro da euforia das primeiras semanas diante de tantas novidades, das saudades de casa, do prazer das aulas de dança, das primeiras amizades (que duram até hoje!), das festas na Unicamp… ufa! Era muita coisa nova!!! E lembro também que logo me senti em casa! Aquela sensação de pertencimento, sabem?
E foi essa minha principal sensação agora, 20 anos mais tarde! Estar na Unicamp é como estar em casa! Eu gosto mesmo daqui!!!
Já fazia 11 anos que eu havia saído daqui (defendi meu mestrado em abril de 2001) e desde então tinha voltado pouquíssimas vezes (várias vezes à cidade de Campinas mas poucas vezes à Unicamp). E me senti como se estivesse mesmo voltando pra casa. Eu sou daqui!

Claro que as emoções não foram as mesmas de 20 anos atrás afinal de contas minha situação atual é completamente diferente (dessa vez não me mudei pra cá, venho toda semana mas minha casa continua sendo em Belo Horizonte). O cotidiano do doutorado é completamente diferente do da graduação, as novidades são outras, as relações estabelecidas com os colegas são diferentes, quase não tenho tempo de encontrar as amigas antigas… mas ainda assim me sinto muito bem aqui!!! Acho que aqui é mesmo meu lugar!!!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Criança tem que ter brilho nos olhos!!!

Desde sexta-feira passada venho pensando muito em uma cena que vi e mexeu comigo... 
Fim de tarde, eu saindo de uma clínica de exames, caminhando por uma rua de um bairro central aqui de BH onde havia deixado meu carro estacionado. De longe avistei um "bando de meninos de rua" bem em frente ao meu carro e, claro, minha primeira reação foi de apreensão. Conforme fui chegando mais perto não consegui sentir medo daquelas crianças. Sim! Eram crianças!!! E, bem de perto, pois elas estavam ali bem na frente do meu carro, o que senti foi pena, muita pena!!! Eram uns oito meninos, alguns sentados no chão, outros em pé conversando mas todos, sem exceção, tinham seus olhos "apagados"!!
Era como se seus olhos estivessem olhando pro nada e ao mesmo tempo refletindo o nada que vinha de dentro... Talvez o nada de comida, o nada de brinquedos e outros tantos nadas materiais... mas o que mais me assustou foi enxergar naqueles olhos um nada de esperança, um nada de futuro!!!
São crianças (o mais velho devia ter uns 14 anos) das quais nossa sociedade capitalista, consumista (e tantos outros istas...) arranca qualquer esperança sem a menor dó!! E o pior é que eu sei que também tenho culpa nessa história pois também faço parte dessa sociedade!!
Desde sexta tenho pensado muito nisso... o que posso fazer pra mudar essa situação? Ainda não sei mas de uma coisa eu tenho certeza: TODA e QUALQUER criança tem o DIREITO de ter brilho nos olhos!!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Eu, por mim mesma!!!

Mexendo em alguns arquivos antigos encontrei um com uma auto-descrição que tinha feito em 2005, se não me engano para o meu perfil do Orkut. Achei interessante ver que não mudei muito! As coisas que gosto e acredito continuam sendo as mesmas! (será que isso é bom ou ruim??)

Gostei da brincadeira e resolvi atualizar as informações. Principalmente os números pois na época eu tinha uma filha de 12 anos.... o tempo voa!!!

Pra quem se interessar, aí vai a versão Mimi 2011:

"Sou filha do meio (um irmão mais velho e uma irmã mais nova), nasci e vivi até os 17 anos no bairro de Vila Formosa, em SP - Capital.

Sempre gostei de dançar - pedia pra minha mãe me colocar no ballet desde pequenininha - entrei aos 7 anos e não parei mais!

Fiz 11 anos de ballet clássico, fiz minha graduação em Dança na Unicamp e dancei em alguns grupos de dança contemporânea (Campinas e SP).

Sempre gostei de ensinar! Dava aula pras minhas bonecas, pra minha irmã, pra minha prima.... É claro que hoje em dia sou professora!

Na verdade me considero uma pessoa bastante feliz por ter conseguido juntar as duas coisas que sempre amei: dançar e ensinar. Hoje sou professora de dança!

Sou uma das pessoas mais pacientes que conheço! É muito difícil me fazer perder a calma, mas também se fizer....

Tenho muito prazer em ajudar as pessoas, acho que estamos nessa vida para isso, ajudarmos uns aos outros e sermos felizes!!!

Tenho uma filha de quase 18 anos (linda, claro:-), que amo muito e me dá muita alegria vê-la crescer! É algo que só as mães (e pais) podem entender: o prazer de ver aquela coisinha pequena que saiu da gente ir virando "gente"...  uma tarefa difícil mas muito prazerosa!

Tenho um sobrinho-afilhado de 8 meses que é o bebê mais fofo desse mundo!!! Apesar da distância física tem sido muito gostoso acompanhar o crescimento dele e aproveitar as alegrias de ser madrinha – uma espécie de segunda mãe!

Sou casada há quase 19 anos com o marido mais "fofo" do mundo!!! Ele é o amor da minha vida e sou muito feliz por isso também! Por tê-lo encontrado tão cedo (aos 18 anos) e pela vida que construímos e estamos construindo juntos! É alguém em quem eu posso confiar para tudo! Sinto por ele o maior amor que alguém pode sentir na vida!!! Acho que é mesmo minha "alma gêmea" - (meio brega isso, eu sei! :).

Amo muito minha família, meus amigos e sinto muita falta dos que estão longe (quase todos!). Mas sou uma pessoa bastante independente (dizem até que sofro da síndrome da auto-suficiência). A vida fez com que eu aprendesse a amar à distância pois vivo longe dos meus pais desde os 17 anos e de vários amigos que fui deixando pelos caminhos que passei. Aprendi que uma grande amizade supera qualquer distância e tempo (né, Kate?).

Faço parte de uma minoria (infelizmente) que ainda acredita no respeito ao próximo, na ética, na integridade moral, na fidelidade, dentre outros valores que andam tão esquecidos por aí!!!

Acredito sim que podemos fazer um mundo melhor e diariamente tento trabalhar para isso. Seja através do que ensino para minha filha, meus alunos, pelas minhas atitudes.

Adoro viajar e conhecer lugares! Já morei um ano na Inglaterra e tive o prazer de viajar para alguns países desse nosso mundão (Argentina, Áustria, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Espanha, França, Holanda, Itália, Portugal, Suécia, Turquia). E espero conseguir conhecer mais alguns pedacinhos desse nosso planeta durante a minha vida.

Tenho defeitos, claro! Sou um pouco mandona, as vezes meio dengosa, gosto de tudo muito arrumadinho (e arrumado do meu jeito!) e sou meio chorona também. Além de ciumenta e um pouco possessiva...

Detesto violência, mentiras, falsidade, fofocas e gente picareta!

Essa sou eu!"

terça-feira, 24 de maio de 2011

"Contemporaneizando"

Cansaço. Vontade. Ansiedade. Ideias. Saudades. Pessoas. Objetivos. Cuidado. Amor. Relação. O que? Agora. Já foi. Desejo. Dinheiro. Sensação. Peso. Correria. Onde? Tempo. Necessidade. Eu preciso! De novo. Não sei. Árvores. Sons. Já vai? Também quero! Prioridades. ãh??? Passeio. Passando. TV. Alguém. Surpresa. Informação. Em formação. Forma. Ação. Por que? Dá tempo! Encontros. Passou. Céu cor-de-rosa. Música. Tela. Estrelas. Ainda? Espera. Espera. Espera. Corpo. Movimento. Desenho. Será? Chega!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Jardim de infância....

Um dia desses, não me lembro mais por qual motivo, lembrei de um email que recebi há muito tempo atrás e gostei muito!! Falava sobre as coisas simples e necessárias para a vida que aprendemos no jardim da infância. O email eu não tinha mais mas depois de procurar pelo tema no "Oráculo da Modernidade" (google), descobri que era o trecho de um livro chamado “Tudo Que Eu Devia Saber Na Vida Aprendi No Jardim de Infância” de Robert Fulghum.

Não conheço o livro mas o trecho que eu queria consegui encontrar online. Minha lembrança não estava errada, é mesmo muito interessante. Se levássemos esses valores pela vida toda seria muito mais simples e prazeroso viver em comunidade!

"Tudo que eu preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer, e como ser, aprendi no jardim-de-infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal.
Vejam o que aprendi:
- Dividir tudo com os companheiros.
- Jogar conforme as regras do jogo.
- Não bater em ninguém.
- Guardar os brinquedos onde os encontrava.
- Arrumar a “bagunça” que eu mesmo fazia.
- Não tocar no que não era meu.
- Pedir desculpas, se machucava alguém.
- Lavar as mãos antes de comer.
- Apertar a descarga da privada.
- Biscoito quente e leite frio fazem bem à saúde.
- Fazer de tudo um pouco – estudar, pensar e desenhar, pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar, de tudo um pouco, todos os dias.
- Tirar uma soneca todas as tardes.
- Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre “de olho” na professora.
Pense na sementinha de feijão, plantada no copo de plástico: as raízes vão para baixo e para dentro, e a planta cresce para cima – ninguém sabe como ou por quê, mas a verdade é que nós também somos assim.
Peixes dourados, porquinhos-da-índia, esquilos, hamsters e até a semente no copinho plástico – tudo isso morre. Nós também. E lembre-se ainda dos livros de histórias infantis e da primeira palavra que você aprendeu, a mais importante de todas: Olhe! Tudo que você precisa mesmo saber está por aí, em algum lugar. A regra de ouro, o amor e os princípios de higiene. Ecologia e política, igualdade e vida saudável.
Escolha um desses itens e o elabore em termos sofisticados, em linguagem de adulto; depois aplique-o à vida de sua família, ao seu trabalho, à forma de governo de seu país, ao seu mundo, e verá que a verdade que ele contém mantém-se clara e firme. Pense o quanto o mundo seria melhor se todos nós – o mundo inteiro – fizéssemos um lanche de biscoitos com leite às três da tarde e depois nos deitássemos, sem a menor preocupação, cada um no seu colchãozinho, para uma soneca. Ou se todos os governos adotassem, como política básica, a idéia de recolocar as coisas nos lugares onde estavam quando foram retiradas; arrumar a “bagunça” que tivessem feito.
E é verdade, não importa quantos anos você tenha: ao sair pelo mundo, vá de mãos dadas, e fique sempre “de olho” no companheiro".

terça-feira, 10 de maio de 2011

Diferenças entre religião e espiritualidade

Mais um texto que recebi por email e compartilho aqui com vocês! Espero que gostem!



As Diferenças entre Religião e Espiritualidade


A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.



(AUTOR DESCONHECIDO)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

DIA DAS MÃES

Com um dia de atraso, hoje esse post é em homenagem à minha mãe!
Apesar de eu ser mãe há tanto tempo (quase 18 anos!) quando ouço a palavra mãe não lembro da mãe que sou mas da mãe que tenho! E as lembranças que a palavra traz são lembranças de cheiros, de gostos, de toque, de calor, de aconchego... Lembranças de mãos que cuidam e guiam, de colo que afaga, de olhar que compreende.
Acho que "Mãe" é mais que uma palavra! É uma sensação! Uma sensação de saber de onde venho, de proteção, de lugar guardado. Uma sensação que faz com que eu me sinta próxima mesmo quando estou longe. Uma sensação que me leva a dizer com toda a força que a palavra pode ter: Obrigada, mãe!!!!!!!
Te amo muito!!!!